terça-feira, 31 de maio de 2011

Meu artigo... uma palinha!!!!

Bom dia pessoal!!!

Gostaria de deixar um pedacinho do artigo que estou escrevendo sobre o Pensamento Político no Protestantismo na Primeira República pra vcs ficarem com gostinho de quero mais!!! rsrs
Brincadeiras à parte, é um trabalho sério de pesquisa que estou desenvolvendo e fico feliz em compartilhar!
Espero que curtam! Fiquem com Deus!
Abraços


     Há um velho ditado popular que diz que política e religião não se discutem, aliá-los então, estaria fora de cogitação. Mas até que ponto pode-se separar a política da religião, sendo que o ser humano é por si só um ser religioso e que a política é um dos principais pilares da estrutura da sociedade? Além disso, a história da humanidade mostra claramente que estas sempre estiveram lado a lado, e exemplos para rechear esse debate não faltarão. Podem-se citar personagens históricos que tiveram sua importância tanto na vida política quanto religiosa, como Oliver Cromwell, um dos líderes da Guerra Civil Inglesa que, no séc. XVII, derrubou o rei Carlos I e instaurou uma república puritana na Grã-Bretanha. Na América Latina recém colonizada, Bartolomeu de las Casas, um monge dominicano espanhol, denunciou a barbárie cometida pelos colonizadores aos indígenas, abrindo discussão sobre a escravidão e método de evangelização, que influenciaram movimentos libertários em toda a América Latina. Não se pode deixar de lembrar também todo o ambiente político no qual Lutero realizou a reforma protestante.
Existe primeiramente uma necessidade de se entender o que é política. Leonardo Boff expõe o motivo pelo qual cristãos se envolvem politicamente, uma vez que “a política significa a busca em comum do bem comum” (1988, p.104). Para ele, o político pode ser entendido em três dimensões: no sentido global, que abrange tudo o que se refere à sociedade, como as instituições civis, sindicatos, organizações culturais e religiosas; no sentido amplo, que são as diversas ideologias de organização social; e no sentido comum, que abrange toda diligência a favor da sociedade, como a busca pela justiça, os direitos humanos, luta contra a corrupção. Assim, a política

[...] é o campo da atividade humana que se destina à administração ou transformação da sociedade mediante a conquista e o exercício do poder do Estado. (...) pode ser exercida sem necessitar indispensavelmente da fé, embora a fé possa ser útil à política, no sentido de moderar a tentação de todo poder que é absolutista.

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